quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pablito Sant’Ana vive!


Há tempos, eu era acostumado a acordar bem cedo e minha primeira ação do dia era caminhar até o pátio de casa ou até a caixinha de correspondências e colocar a mão no jornal do dia. Eu era um eterno leitor encantado com as coisas que eu lia por aí! Qualquer frase me atraía, qualquer notícia me enchia os olhos de expectativa e sede de conhecer cada vez mais. Aquela sensação era incrível!
Então me veio a ideia maluca de estudar para ser um jornalista. O primeiro vestibular que prestei foi para o curso de Jornalismo. Eu era apaixonado pela informação, mas foi um desastre o meu desempenho nas provas. Costumava ler o jornal de “cabo a rabo” como diria o ditado popular. Não importava a área! Jamais fez diferença se fosse sobre política, futebol, esportes em geral ou página policial. O importante era acordar cedo, buscar o exemplar e começar a leitura!
Então, conforme o tempo foi passando fui adquirindo um costume estranho ao olhar da sociedade seletiva e hipócrita que vivemos hoje: ler o jornal de trás para a frente! Era isso mesmo! A capa jamais foi algo que me interessou, eu passava reto e nem uma daquelas imagens altamente parciais me despertavam a atenção.
Por outro lado, eu virava o jornal e via a contracapa, secundária, sem graça em relação ao resto! Mas para mim a história começava ali! Logo após vinha a primeira coluna, ou a última coluna para quem começa sua leitura pelo começo! Eu nunca entendia porque adquiri esse hábito, que surgiu ao longo do tempo sem que eu pudesse ter qualquer tipo de resistência! Era uma situação que me fazia ler com muito mais vontade e dedicação!
O meu primeiro colunista era o último para muitos leitores! Geralmente as pessoas começam sua leitura, mas não conseguem concluir por motivos diversos. Mas o meu primeiro colunista me empolgava, ele escrevia sobre assuntos diversos e tinha uma paixão incondicional por futebol. Amava o mesmo time que eu, o Grêmio, vulgo imortal tricolor! Não raramente trazia em sua coluna comentários, críticas ou elogios sobre a atuação do seu time do coração no dia anterior, independente do campeonato em que ele estava competindo!
Eu jamais esquecerei! 
Um dia, resolvi deixar de lado o sonho de ser jornalista, mas resolvi abrir este blog! Com toda a inspiração em um grande profissional da comunicação! Chamava-se Paulo Sant’Ana, meu grande incentivo a escrever, minha grande referência! 
Pensando sobre esses acontecimentos de um passado recente, me pego a refletir sobre o tempo que estou sem ler o jornal de trás para a frente! Na verdade, os jornais não são mais aquele meio atrativo que eu via antes. O meu colunista preferido, de longa data se ausenta da última página! Mentiras, manipulações e reportagens direcionadas me afastaram dessas antes tão preciosas fontes de informação!
Mas hoje, caros leitores, tive a certeza de que jamais lerei um jornal de trás para a frente! Hoje, caros amigos, o meu grande colunista nos deixa para um plano que com certeza lhe trará mais vida, saúde e alegria! Ficam como lembrança as aparições engraçadas, as flautas em relação ao time rival, os cantos da torcida gremista exaltando o nobre torcedor, os grandes textos escritos com tanta dedicação e entusiasmo! Sempre na última página! Estarão sempre lá, para sempre!
Por tudo, grande mestre, em eterno obrigado e um breve até mais!

Em todos os nossos corações Pablito Sant’Ana vive!

domingo, 29 de janeiro de 2017

A busca da felicidade.


Saudações queridos amigos e brilhantes leitores! Em primeiro lugar, gostaria de dizer que a correria e o desgaste físico e psicológico do cotidiano me afastaram por um longo tempo desse blog o que, sinceramente, me deixa triste e recluso em meus próprios pensamentos. A falta de tempo, e também de motivação, me tiraram deste canal por mais de meio ano. Em segundo lugar, gostaria de retornar com a força de escrever como outrora; ou seja, sem a ausência de longos períodos e sem esses afastamentos que conduz à solidão e ao cárcere sentimental.
Sem mais delongas e papo furado, o texto que me traz de volta trata sobre a busca da felicidade. Tal assunto é de extrema complexidade, na medida em que as pessoas costumam julgar a felicidade alheia espelhada na própria felicidade de forma que a felicidade dos outros seja julgada e criticada cotidianamente.
Existem ditados populares como “vamos brincar de vida: eu cuido da minha e você cuida da sua” ou “vai cuidar da tua vida que eu cuido da minha”. São formas de expressar a insatisfação quando algumas pessoas resolvem se meter e opinar sobre o que seria importante na vida de outrem. Assim, meter o dedo na forma de vida ou querer exercer poder sobre as decisões e posturas dos outros pode afetar a vida tanto de quem se mete quanto aquele que recebe as críticas ou têm sua privacidade e decisão posta em julgamento.
Pois que a busca da felicidade se resume em ter a privacidade e o direito de escolha sobre o que se deseja e os caminhos a serem trilhados nessa longa estrada que chamamos de vida sem quaisquer espécies de julgamentos ou críticas infundadas ou preconceituosas de outras pessoas. Buscar a felicidade, ainda que vivamos socialmente e isso afete também a vida de outros cidadãos como amigos e familiares, nada mais é do que seguir uma luta cotidiana e ininterrupta pelos ideais almejados e pelos sonhos vividos.
Por outro lado, enfrentar a gula etnocêntrica dos invejosos e o “olho grande” daqueles que se acham superiores parece fazer parte dessa busca pela felicidade. Então, como enfrentar tal situação? Como reagir quando alguém encontra defeitos nas suas decisões e desvaloriza as suas conquistas de forma egoísta ou preconceituosa? Como desviar de uma situação em que uma pessoa que tem a “vida perfeita” te julga para que você siga os passos dela, caso contrário será um fracassado?
Nesse contexto, buscar a felicidade é ignorar os ignorantes! É ter um plano traçado e seguir fielmente o caminho para que tal plano seja posto em prática e a conquista seja alcançada! É ter em mente que o ser humano é egoísta e se acha, sempre, o superior em tudo. Assim, ele vai usar sua (I) racionalidade para te expor e desvalorizar a tua luta com o objetivo de se vangloriar como se fosse um Deus do Olimpo ou tentando, a todo o custo, mostrar que suas premissas estão acima de tudo e de todos!
Finalizando, caros amigos e amigas, busque a felicidade à sua maneira! Descubra o caminho seguir e carregue com você apenas quem te faz bem e te dedica atenção e afeto! Deixe para trás a negatividade oriunda dos que desejam a tua derrota! Viva cada dia de forma positiva e com o espírito de gente forte, que contagia e não cause inveja; que plante sempre o sorriso para colher felicidade! Faça o que você quiser pois a busca da felicidade só pode depender de você!


domingo, 26 de junho de 2016

Vamos brincar de polícia e ladrão?

Em primeiro lugar: fraternosos abraços, caros amigos e leitores! Vamos a mais uma coluninha neste nosso tão querido Blog do Gui! Sejam muito bem - vindos!
Frequentemente, no condomínio em que resido, fico a observar talvez a principal brincadeira das crianças que moram ali: “polícia e ladrão”. Crianças correm por entre carros e blocos com uma arma de brinquedo em punho; os que representam a polícia perseguem os que representam os ladrões, e assim vai por longo tempo! Atiram uns contra outros com uma ingenuidade que só o futuro os fará perceber! Pá!Pá!Pá! O ruído dos tiros entonados pela voz dos menores chama a atenção até mesmo de quem reside nos apartamentos mais acima, como é o caso deste que aqui escreve.
Então, comecei a refletir sobre a minha infância, algumas aninhos atrás. Existia essa brincadeira? Claro que sim, não apenas existia como era uma das diversões mais desejadas pela criançada. Essencialmente, a brincadeira “polícia e ladrão” era a mesma que as crianças fazem no meu condomínio, com a grande diferença de que não existia a arma de “fogo”. Corríamos uns dos outros, por entre carros, e nos escondíamos nos limites estabelecidos em apenas uma quadra. Não havia tiro qualquer, precisava - se apenas que a polícia tocasse no ladrão para que o mesmo fosse preso em uma cela fictícia que criamos no pátio da minha antiga residência.
Era uma brincadeira bastante interessante e exigia que estivéssemos aptos a correr, a ficar atentos e a agir com rapidez. Sim, éramos crianças e aprendemos isso em algum lugar! O crime, a polícia e o ladrão. As crianças do meu condomínio são o que eu fui durante a minha infância! Além de outras brincadeiras e esportes, como o futebol, o taco, o esconde - esconde, existia o “polícia e ladrão”!
No entanto, por que somos socializados de forma com que brincadeiras que nos conduzem a realidades extremamente negativas no futuro, como é o caso da “polícia e ladrão”, estejam tão presentes? Lembro de uma época em que era permitida a venda de armas de brinquedo: um revólver, uma pistola…
Atualmente, a criminalidade está tão presente que, acreditem, muitas pessoas cometem delitos com armas de brinquedo, talvez a mesma utilizada na brincadeira de “polícia e ladrão” de outrora! Daí, como separar uma infância inocente de uma realidade que colhe aqueles mesmos frutos que plantamos no passado? Parece claro que não quero fazer, aqui, uma distinção entre pessoas.
Neste texto, o que desejo é mostrar que crescemos sobre a influência das armas, da violência e da postura que minimiza a importância do ato de viver! Lotamos as salas de cinema para ver sangue, aprender quem são os heróis e precisamos sair de lá com a consciência de quem deve ser fuzilado ou morto! Ou seja, precisamos absorver quem são os bandidos!
As crianças brincam: Pá! Pá! Pá! Uma espécie que crime de homicídio ingênuo onde sempre se perde uma vida. Afinal, qual a função de uma arma de fogo que não tirar a vida de uma pessoa? Mas tudo não passa de brincadeira e precisamos entender que sim, muitas brincadeiras são o futuro, ou será que algum leitor nunca brincou de ser médico, policial ou vendedor?
Enfim, as brincadeiras de “polícia e ladrão” deixam de ser diversão para se tornar algo sério, dependendo da situação, com o passar do tempo. Muitas pessoas resolvem adentrar ao mundo nebuloso da criminalidade por algum motivo. Mais ainda, muitos entram para ser policial e acabam virando ladrão, num exercício de contradição que ninguém poderá explicar, muito menos julgar. Assim, cabe a cada cidadão refletir sobre o que se fez, algum dia, para evitar o encontro entre a infância e a adolescência com as armas, os tiros e a violência em geral. Caso contrário, poderíamos ter a certeza de que estamos completamente perdidos em relação à sociedade que nós mesmos estamos criando.

Foto:

Brincadeira ou uma triste realidade?

sábado, 4 de junho de 2016

Trabalhe, não pense! Seja mão - de - obra e não questione!

Trabalhe, não pense! 
Seja mão - de - obra e não questione!
Ontem, tive uma das melhores aulas desde que penetrei nos certames acadêmicos para aprofundar e conhecer mais sobre as ciências humanas, em especial, as Ciências Sociais e o Direito, meu atual e empolgante campo de estudos. Tal aula tratava sobre a intervenção do Estado na sociedade.
Meu desejo de contribuir com o leitor essa troca de conhecimentos surge como resultado de um processo que se caminha para um retrocesso de extrema relevância no campo educacional. Assim, surge como meta do governo atual e, em certa medida, já se encontravam nos governos anteriores, fazer com que se esgote todas as possibilidades de reflexões sobre a sociedade atual. Não importa o quão desigual ela seja! O meta é fechar os olhos das pessoas para que ela não consiga compreender como se desenvolve o processo históricos de saques do povo por parte do Estado, com a participação fundamental daqueles grupos que detém o poder econômico.
Nesse sentido, o encontro de ontem possibilitou um debate sobre a obra de Adam Smith, “A Riqueza das Nações”, de 1776. Tal obra nos coloca diante de duas questões de extrema importância, mais ainda se contextualizarmos com os dias de hoje. Vejamos: existiria, mesmo, uma ordem natural, de forma a harmonizar os interesses de todos? Outra questão: qual o fundamento de defender a não intervenção do Estado na economia?
É certo que questões como estas chamam a atenção para uma discussão que termina num pensamento crítico sobre os modelos atuais de funcionamento da sociedade. Principalmente em relação ao Estado, quem detém o poder sobre todas as relações que vivemos em sociedade.
Quando o governo fala: não pense em crise, trabalhe! Ele está desejando que a nossa ignorância continue enchendo o bolso daqueles que já possuem fortunas, corrompem o sistema político e provocam a catástrofe social que vivemos hoje. Assim, não há como negar que a concentração de imensa parte do capital nas mãos de poucos é dinheiro parado, sem a menor cirulação! E dinheiro parado é desigualdade, desemprego, exclusão, aumento da criminalidade etc…
Durante esta mesma aula, busquei um debate contribuindo com algumas passagens de “O Capital”, do grande pensador Karl Marx. Foi o que faltava para que as discussões ganhassem uma maior projeção na realidade e os pontos e contradições do sistema atual aparecessem com nitidez. Pois é essa discussão que o governo atual deseja quando fala em escolas “Sem partido”!
Conseguiram perceber a relação? Os partidos que desejam tal processo de distanciamento com a realidade, são os partidos que compõem a ordem hegemônica do capitalismo e todo o seu potencial instinto destrutivo. São partidos corruptos em sua essência, e cretinos na sua aparência, nada fazem pelo real combate a um sistema fortemente desigual.
São esses partidos que defendem os interesse daqueles que estão na parte superior. Smith diria que “A Riqueza das Nações” estaria amparada no atendimento aos interesses dos grandes proprietário e comerciantes. Então, aplica - se este pensamento nos dias de hoje; ou seja, o sistema exploratório domina como sempre o fez!
Então, o que mudou desde àquela época até os dias de hoje?
Não importa! Segundo o governo dos corruptos que golpeou um também antecedente governo corrupto, devemos estudar para trabalhar e não para mudar o que está errado. Por que o que está errado para a imensa maioria está certinho para aquele minoria de sempre!

Por fim, essa discussão toda sobre o Estado Liberal levou a uma reflexão toda minha, particular, portanto: será que continuaremos com uma das maiores cargas tributárias do mundo, mesmo quando o Estado se ausentar ao máximo com a privatizações e outras posturas desses ( Des ) governos que virão?

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Por onde andam aqueles que berravam contra a corrupção?!

Olá caros leitores! Tudo na santa paz? Vamos a mais uma coluninha, então!
Hoje quero escrever um pouco sobre a empolgação dos pilantras, que, por hora, lambuzam - se com um chocolate tão açucarado quanto o poder da República dos facínoras. Quero convidar o leitor a refletir sobre aquela galera que mostrava preocupação e se manifestava contra as falcatruas que alimentam o nosso processo político! Não é por acaso que aquela reunião dos ratos que votaram pelo afastamento da presidente, em nome de Deus, rendeu camisetas da CBF, patinho da FIESP e moralistas bradando de todos os cantos do país contra a corrupção.
A grande mídia, com todo o seu estilo moralista e medíocre, prefere continuar afirmando que Dilma está fora por ser impopular!  Um colunista da Zero Hora ( Este verdadeiro câncer jornalístico! ) não consegue engolir a existência de um golpe, mesmo que tenha diversas gravações nas quais as maracutaias eram tramadas para tirar Dilma do caminho! Quem precisa de uma imprensa como essa?
Pois que, ultimamente, tenho dormido mais tarde em virtude de alguns fatos que me deixam um tanto preocupado. Por exemplo: onde andam essas pessoas que tanto batiam panelas e ocupavam redutos burgueses de tantas capitais do país? Por que não existe um acampamento dez vezes maior na Goethe, aqui em Porto Alegre, se a luta era contra a corrupção e tudo começa a ficar mais claro com as sucessivas gravações que chegam cotidianamente ao público por meio de vazamentos um tanto suspeitos?
São questões que nos colocam à frente de um fato principal: o silêncio dos moralistas nada mais é do que o inconsciente apoio à corrupção generalizada no sistema como um todo! Esta corrupção jamais foi o motivo real dos manifestos e das paneladas! Comprova - se pela postura de amigos e conhecidos que todo o barraco foi armado, na verdade, para derrubar Dilma e o PT. Isso é muito claro, basta ver que não se posta mais o rosto de Sérgio Moro como herói nacional! Não aparecem mais aquelas postagens que diziam “É contra todos ( A luta contra a corrupção)”. Os  milhões, pasmem, de Cunhas, onde andam?
Por incrível que pareça essa galera ainda busca refúgio nas investigações contra Lula, nos confiscos em relação à família de José Dirceu. Perceberam, sempre a luta se intensifica quando se trata dos corruptos que pertencem ao Partido dos Trabalhadores! Outro exemplo: qual dos defensores do impedimento de Dilma tem postado sobre as tais pedaladas fiscais? Ninguém! Literalmente, a galera desapareceu!
Os corruptos que derrubaram a presidente o fizeram justamente porque o governo da presidenta Dilma estava atrapalhando os negócios. Veja bem, nenhuma facção criminosa consegue trabalhar com alguém investigando suas investidas! Em contrapartida, o peso caiu sobre Dilma, que foi afastada do cargo que conquistou por maioria absoluta da população brasileira! Quanta vergonha falta!
Pra piorar a situação, aparecem os oportunistas de toda a sorte que apoiam o governo ilegítimo de Temer, comprovadamente ficha suja, mas aplaudido por conseguir tomar o poder do PT. Que baita conquista, não?! Tanta conquista, que esse governo interino está mudando radicalmente o processo de governo e dizimando muitas conquistas que o governo do PT realizou ao longo dos anos de governo! Não basta construir um governo machista, burguês e branco: precisa - se destruir benefícios sociais e assaltar os direitos trabalhistas, para citar apenas dois exemplos!
Enfim, caminhamos sem rumo. Ou melhor, rumo a um buraco sem rumo! O presidente interino já está a bater na mesa esbravejando contra manifestações que ocorrem contra seu governo. Sua esposa, a recatada e do lar,  já chora de preocupação! Imaginem os milhares de brasileiros que já começam a se sentir prejudicados por esse governo ilegítimo e golpista?